Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

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sei que nunca viste o oceano,

sei que nunca olhaste a onda sobre a onda,

que nunca fizeste castelos para o mar ser forte.

mas sei que já viste o coração das coisas,

que já tocaste a ferida nos nossos braços,

que já escreveste para sempre o nome da terra.

por isso te digo que vou levar-te o mar

na concha das minhas mãos, azulíssimo,

para que nele descubras o meu nome

entre os seixos os búzios os rostos que já tive.

 

 

Poema de Vasco Gato

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