Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

A dois, a três, a quatro...

Sentaram-se na esplanada do café, refastelados naquelas cadeiras que tão bem conhecem, assim como conhecem todos os subsídios a que têm direito. A mulher puxa do maço de cigarros e com a voz rouca fala sobre as notícias do momento. Os refugiados. Diz que tem pena deles, mas que deviam de ficar lá no país deles. Há anos que a vejo fumando cigarros e bebendo café na esplanada. Talvez trabalhe para alguma marca de café ou de cigarros. 


 


Alice Alfazema

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