Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Depois da morte

Acabei de ler numa assentada o livro "A Gorda" de Isabela Figueiredo,  muito bom, excelente português, numa escrita sempre dinâmica, como alguém disse pode até ser que a história não ofereça nada de novo, mas vai certamente exigir de nós novas reflexões, gostei sobretudo da sua escrita corajosa.

É preciso coragem para viver, mas também para se deixar morrer. Não vale a pena andarmos na teimosia de insistir, é preciso deixar morrer quem fomos.

Depois da morte é como quem diz depois de tudo, há sempre vida e morte todos os dias e em todas as ações, à partida quando damos um passo já matámos o outro passo, não era possível de outra maneira. 

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