Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O Mar e eu

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Serenamente sem tocar nos ecos
Ergue a tua voz
E conduz cada palavra
Pelo estreito caminho.


 


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Vive com a memória exacta
De todos os desastres
Aos deuses não perdoes os naufrágios
Nem a divisão cruel dos teus membros.


 


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No dia puro procura um rosto puro
Um rosto voluntário que apesar
Do tempo dos suplícios e dos nojos
Enfrente a imagem límpida do mar.


 


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Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen


 


 


 


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