Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O tempo pára

 


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O tempo pára, 
o tempo é a água azul do rio
que se estende à minha frente
na despedida do estio;


 


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O tempo pára, 
o tempo é a água azul do rio
e eu sou barco, sou gaivota,
sou onda leve e lenta
que cobre a areia sedenta;


 


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O tempo pára, 
o tempo é a água azul do rio,
amante doce e tranquilo
em que diluo minha vida,
que vai e me leva a mágoa,
que me liberta na volta
qual fénix renascida.


 


 


 


Poema de Vanda Sôlho

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