Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Olhar para o lado

 



E seguir sem pensar, sem nunca ter experimentado o valor da miséria, daquela humana sem mais nada. Estendem a mão encardida, como encardida está a alma passante que se esquiva ao pensamento. Ri  e mostra sem pudor os dentes amarelados, como as almas que se passeiam pelo tempo, olhando através. Sabe de coisas simples, aprecia o nascer do dia e o bater do coração.


 


 


 


 


Alice Alfazema 

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