
O povo não tem assim muita importância para as elites, sejam elas quais forem, mas é a ele que vão buscar inspiração, seja ela fotográfica, linguística, imaginária ou política. É o povo ausente, que não sabe o que vale, mas de que muitos se alimentam.
Campanhas turísticas promovem locais tranquilos, onde estrangeiros elogiam a amabilidade dos locais. Fotografias de pobreza e de expressões faciais gastas e rugosas ganham prémios, campanhas eleitorais dando abraços a tendeiros, peixeiras e transeuntes. Pergunto-me se usam toalhitas depois dos beijinhos e abracinhos ou se mandam limpar os fatos?
Alice Alfazema