Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Cavalgar o medo

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É necessário cavalgar o medo, reflectir, partilhar e ser solidário.


 


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Renascer, recuperar memórias e saberes. 


 


 


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Isolar-se entre quatro paredes, mas conectar-se com o mundo através das novas tecnologias. 


 


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Procurar dentro de nós o amor que julgávamos perdido.


 


 


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Sentir que nas pequenas coisas e nos pormenores esquecidos estão verdadeiros tesouros.


 


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Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...


 


Poema Mário Quintana


 


 


 


 


As ilustrações  são de Nancy Liang


 

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