Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Colorido


 


Pintura de Martine Alison




O dia a dia é tão cheio de pormenores, no entanto apenas alguns reparam neles.






(A esperança refugia-se nos subterrâneos.)




Entretanto constava que existiam aranhas luminosas


em certos esconderijos de raiva paciente


onde os sonhos renasciam


com rumor de palavras rigorosas.




A derrota parecia tornar tudo mais profundo.




Até a superfície


que voava das rosas.




José Gomes Ferreira, Poesia VI








Alice Alfazema







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