
como se devora um país, mordendo devagar cada prédio, cada escola e hospital, devora-se um país sem se por guardanapo, sem faca e sem garfo, mastiga-se de boca aberta e cospe-se os ossos descarnados ainda em sangue, naquela boca os dentes cariados recordam a cor dos edificios depois das chamas se apagarem, o cheiro nauseabundo da carne putrefata sai por aquela garganta gigantesca, saindo depois um arroto azedo e ensurdessedor.
