Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Cristiano Ronaldo

Estamos neste momento a viver o Mundial de Futebol que se disputa em 2026 no continente americano, multidões  de pessoas vibram com isto. Acabei agora de ver o jogo entre Portugal e o Uzbequistão, em que o primeiro ganhou cinco a zero. 

Não sou grande apreciadora de futebol, aquilo que aprecio é sobretudo a energia em volta da festa, a forma como se vive o jogo, a maneira poética com que se comentam os passes de bola e os falhanços, é esse linguajar e esse traquejo popular em perceber sobre o que se passou e aquilo que se deveria passar que me atrai e deslumbra mesmo que a coisa seja sempre uma série de repetições.

No fim, vejo futebol porque admiro bastante Cristiano Ronaldo, não só por ser um exímio atleta, mas por tudo o que representa, para além disso, é um exemplo de motivação e resiliência, pela sua história de vida e a sua capacidade em acreditar naquilo que mapeia na sua mente.

Admirado nas mais diversas partes do mundo é no entanto tantas vezes humilhado no seu próprio país, quer através de comentários depreciativos nas redes sociais, onde gente anónima se dá ares de gladiadores em busca da última facada, pobres...no sentido de inteligência emocional e psíquica,  dos que buscam humilhar o outro como prazer próprio. 

Depois existem os comentadores das televisões, dos jornais e das rádios, alguns verdadeiros incendiários, em busca de lume aceso para a sua própria iluminação. 

Sabem que mais? Deveria ser para todos a compreensão do privilégio, e do orgulho que é assistir em vida a este exemplo de humanidade que é Cristiano Ronaldo, o Homem do Leme.

  

2