
Nestes dias de festa não me apetece falar muito, é talvez a falta de gente que já se foi que me faz ficar assim, a falta dos risos e das vozes. Depois no dia seguinte tudo volta ao normal. Se hoje fosse um dia igual a tantos outros, em que estivesse em casa, teria ido beber café à beira-mar, caminhado na areia, sentar-me-ia na areia e iria escutar o mar. Pensaria em milhões de verdades e de mentiras, procuraria espantar os meus fantasmas e as bestas andantes que conheço. Estaria então a carregar baterias para uma longa semana de trabalho, confinada atrás do balcão. Qual pássaro numa gaiola.

É interessante como podemos estar presos apesar de nos ser dada a liberdade de movimentos, e estarmos livres sem no entanto termos essa liberdade de andar por aí. A oportunidade de vermos aquilo que pode estar errado e daquilo que queremos daqui para a frente.

Obrigada a todos aqueles que passam por aqui e me deixam palavras simpáticas, de ânimo, e de amizade. ![]()