Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Fenix


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Ilustração Cathy Veali



O tempo pára,

o tempo é a água azul do rio

que se estende à minha frente

na despedida do estio;

O tempo pára,

o tempo é a água azul do rio

e eu sou barco, sou gaivota,

sou onda leve e lenta

que cobre a areia sedenta;

O tempo pára,

o tempo é a água azul do rio,

amante doce e tranquilo

em que diluo minha vida,

que vai e me leva a mágoa,

que me liberta na volta

qual fénix renascida.

 

 

 

Poema de Vanda Sôlho

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