Há quem me fale do mimo como se eu o devesse deixar trancado na minha gaveta de não presta - não quero deixá-lo lá. Quero dá-lo a quem quiser, quero dá-lo a quem me apetecer, quero alimentar memórias, para, quando um dia me for, alguém se lembre de mim; com muito mimo e saudade, e quando esse alguém precisar, vai poder viajar no tempo e me encontrar; naqueles mimos que eu lhe fiz, nas conversas que tivemos, nos abraços que lhe dei, nos carinhos que trocámos e nas gargalhadas que demos.
Alice Alfazema
