Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O que podemos encontrar na despensa? ❤️

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Está semana tem sido dedicada às limpezas, renovar o sujo pelo limpo. Sinto agora no ar uma leveza que me estava a fazer falta. Visualmente dá-me harmonia.


De tempos a tempos deveríamos ter a coragem suficiente para limparmos tudo aquilo que nos afecta emocionalmente, quer sejam pessoas, hábitos, ou até roupas que nos trazem tristeza. Parecendo fácil não o é.


Partindo da batata murcha que encontrei na despensa, e não sendo a teoria da batata, vemos que a batata ao murchar também germina, aliás dá tudo o que tem para se libertar daquele corpo já velho,  e por coincidência é no esforço que isso acontece. Não querendo que isso seja feito de rajada, porque nem a planta germina assim, com calma e ponderação, cada raiz a seu tempo, sorvendo a água, acariciando de leve a terra, acreditando que não é hoje, mas poderá ser amanhã, basta continuar. 


Tendo em conta que há dias parados, sem luz, processo esse que inclui recuar e escolher, e mesmo que as escolhas sejam erradas, aprender que se ali não há caminho, o ritmo poderá ser outro, tal como um cientista em busca da resposta. 


 

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