
Está semana tem sido dedicada às limpezas, renovar o sujo pelo limpo. Sinto agora no ar uma leveza que me estava a fazer falta. Visualmente dá-me harmonia.
De tempos a tempos deveríamos ter a coragem suficiente para limparmos tudo aquilo que nos afecta emocionalmente, quer sejam pessoas, hábitos, ou até roupas que nos trazem tristeza. Parecendo fácil não o é.
Partindo da batata murcha que encontrei na despensa, e não sendo a teoria da batata, vemos que a batata ao murchar também germina, aliás dá tudo o que tem para se libertar daquele corpo já velho, e por coincidência é no esforço que isso acontece. Não querendo que isso seja feito de rajada, porque nem a planta germina assim, com calma e ponderação, cada raiz a seu tempo, sorvendo a água, acariciando de leve a terra, acreditando que não é hoje, mas poderá ser amanhã, basta continuar.
Tendo em conta que há dias parados, sem luz, processo esse que inclui recuar e escolher, e mesmo que as escolhas sejam erradas, aprender que se ali não há caminho, o ritmo poderá ser outro, tal como um cientista em busca da resposta.