Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Olhos

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Ilustração Andy Warhol


 


Andar de máscara para quem é expressivo enquanto fala e pensa é tramado. Dou por mim a esbugalhar os olhos de cada vez que vejo algo que me intriga ou que me surpreende. Quando sinto os olhos quase fora das órbitas, sei que estou a ultrapassar os limites da boa educação. Obrigo-me então a mudar a expressão, mas por vezes sei que não sou suficientemente rápida para reverter a situação. Com a cara semitapada e sem opção de conter a criatividade mental estou à mercê de ser intitulada de alucinada. Não que seja mentira, mas também não é uma verdade absoluta, no entanto se continuar neste caminho vou chegar lá num instante. 


 



 

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