Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Ping, ping, ping...que me fascinam


 


 


Ele há lá ramos como os dos pinheiros!


Ascendem sinuosos, retorcidos,


Invencíveis, ainda que vencidos,


Distantes e, contudo, hospitaleiros.


 


Altos ou não, serão sempre altaneiros


E cada um faz sempre o seu sentido…


Independentes, sempre, embora unidos


Como peças de um puzzle des-inteiro…


 


São braços que se alongam, terminando


Em mil agulhas finas, rescendestes,


Que acenam lá do alto e me fascinam.


 


Subo até lá, onde eles vão acenando,


Neles me confundo em confissões urgentes


E tento aprender tudo o que me ensinam.


 


Maria João Brito de Sousa


 


Alice Alfazema


 

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