Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Serra da Arrábida

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Nada sabe do Mar


quem não morreu no Mar.


Calem-se os poetas


e digam só metade


os que andam sobre as ondas


suspensos por um fio.


 


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Sabe tudo do Mar


quem no Mar perdeu tudo.


Mas dorme lá no fundo,


tem os lábios selados,


e os olhos, reflectem


e claramente explicam


os mistérios do Mar,


para sempre fechados.


 


 


 


Fotografia Artur Pastor, Portinho da Arrábida décadas de 40/60, Serra da Arrábida, Setúbal. Poema, Inscrição de Sebastião da Gama.

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