Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Viajar nas asas do sonho

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Se a alma tem sonhos e sonhos têm asas


Precisam voar,


Como um pássaro comum ou um albatroz


Depende de nós, soltamos a voz num canto de amor.


 


Se desprender do tempo, ser em qualquer tempo


O que bem quiser,


Demarcar espaços, se perder no espaço


Ofertar abraços, de ternura e fé.


 


Ruflar asas sobre sóis em brasa, se derramar em cascatas,


Beber o verdor das matas,


Descansar sobre os rochedos


Sem medo da imensidão.


Pois quem nasceu pra voar,


Não pode ficar no chão.


 


 



Poema de Jurema Chaves


Alice Alfazema

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