Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

A vida de um filho

Porque este é um assunto demasiado grave que não dever ser esquecido, porque fingir é compactuar com este tipo de crime, porque a sociedade somos todos nós, independentemente da hierarquia, porque a época colonialista já acabou, porque temos o dever de construir um mundo melhor, porque o ensino superior não é uma saída satânica envolvida em argumentos pomposos e capas com tranças, porque este assunto trás ao de cima a merda que anda escondida, porque a merda só é útil na terra.


 


Deixo estas palavras de uma mãe que recorda todos os dias a injustiça. Para ler a entrevista clique em cima do texto.  


 


Nós pais pagamos foi o passaporte para a morte dos nossos filhos. Nós andamos anos a pagar o passaporte para a morte dos nossos filhos. Eles só vêem números, não vêem a parte humana.


 


Porque o meu filho está sempre comigo. E eu não consigo desfazer-me das coisas dele. É uma dor que me acompanha até... até ao meu último dia.


 


Nunca haverá justiça que traga a vida de um filho, mas se construirmos um mundo melhor de certeza que essa justiça não será necessária. É disso que precisamos. 


 


Alice Alfazema

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