Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Leve brisa que paira


 


Leve, breve, suave
Um canto de ave
Sobe no ar com que principia
O dia.
Escuto e passou...
Parece que foi só porque escutei
Que parou.

Nunca, nunca, em nada,
Raie a madrugada,
Ou ´splenda o dia, ou doire no declive,
Tive
Prazer a durar
Mais do que o nada, a perda, antes de eu o ir
Gozar.


 


 


Fernando Pessoa








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