Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Mais ou menos em descanso


 


Qual o porquê do cansaço quando nada se faz? É uma moleza, arrasto-me até à água, sentindo cada grão de areia. Desconfio que o Homem Aranha está com o mesmo dilema, a toalha ou a água? Deixou o balde à solta, espreitei lá para dentro, estava cheio de conchas e pedrinhas, sinto-me envergonhada pela minha ousadia, olho em volta para confirmar que ninguém viu e sigo com a secreta esperança de encontrar muitas conchinhas, ver  e salvar os ouriços e as estrelas do mar.


 



 


Encontro paisagens secretas, povoadas por caranguejos das conchas, são dunas acabadas de nascer. Uma nova praia a cada maré.


 



 


Amanhã à mais para descobrir.


 


Alice Alfazema

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