Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Somos duas vezes a mesma coisa

carta.jpg


Ilustração Gabriella Barouch 


Não só quem nos odeia ou nos inveja
Nos limita e oprime; quem nos ama
Não menos nos limita.
Que os deuses me concedam que, despido
De afectos, tenha a fria liberdade
Dos píncaros sem nada.
Quem quer pouco, tem tudo; quem quer nada
É livre; quem não tem, e não deseja,
Homem, é igual aos deuses.


 


Poema de Ricardo Reis

0